Como Resistir ao Diabo

Como Resistir ao Diabo

Portanto, submetam-se a Deus. Resistam ao diabo, e ele fugirá de vocês. Aproximem-se de Deus, e ele se aproximará de vocês! Pecadores, limpem as mãos, e vocês, que têm a mente dividida, purifiquem o coração. Entristeçam-se, lamentem e chorem. Troquem o riso por lamento e a alegria por tristeza. Humilhem-se diante do Senhor, e ele os exaltará. Tiago 4:7-10 NVI

Resistir ao diabo é uma ordem que foi dada a cada um de nós, os cristãos, mas ela está condicionada a uma atitude de submissão a Deus.

Em Romanos a Bíblia diz que tudo quanto foi escrito para nosso ensino foi escrito.

Em 1ª Coríntios, Paulo, quando fala das histórias da nação de Israel no velho testamento, diz: “essas coisas lhes aconteciam e foram escritas para exemplo e advertência nossa de que são chegados os fins dos tempos.”

Resistir ao Diabo é nossa responsabilidade

Eu quero tomar uma dessas histórias em 2 Crônicas, capítulo 32.

A Palavra de Deus fala da ameaça de Senaqueribe contra o rei Ezequias ameaçando tomar não apenas Jerusalém, mas toda a Judá, todo o reino de Judá.

E nós temos uma figura interessante:

O cruel Senaqueribe zomba de Deus, trazendo uma mensagem de desconfiança para o povo de Israel,  decidindo armar um verdadeiro sítio contra Jerusalém.

Nós temos uma figura de como, muitas vezes, satanás se posiciona contra nós, falando contra Deus e os seus princípios, minando a nossa fé…

No entanto, na maneira como Ezequias age ou reage àquele ataque de Senaqueribe, nós temos algumas lições importantes sobre a responsabilidade que nos foi dada de resistir ao diabo.

Resistir ao diabo é algo que Deus confiou como responsabilidade a mim e a você.

Alguns crentes ficam aborrecidos com Deus porque o inimigo se levantou contra eles, como quem diz: “puxa, Deus não vai fazer nada a respeito???”

Mas você já refletiu que Deus está esperando a mesma atitude de nossa parte, como quem diz: “ei, e você, não vai fazer nada a respeito?”

Porque oferecer resistência ao inimigo é nossa responsabilidade.

Mas isso acontece numa combinação com a sujeição a Deus. Sujeitar-se a Deus é o que nos dá a autoridade de poder resistir ao inimigo.

Em 2 Crônicas 32, a palavra de Deus mostra que Ezequias decidiu fazer algumas coisas:

A primeira delas, nós lemos ali nos versículos iniciais do capítulo, em que Ezequias decidiu tapar todas as fontes de água. “por que viria o inimigo e encontraria tantas fontes?”

Eles não só fecharam todas as fontes como um ribeiro também que corria pela terra. E o argumento é: quando o inimigo vier nos sitiar, nós não queremos fortalecê-lo, nós não queremos alimentá-lo, nós não queremos dar nada a ele que o sustente ou fortaleça no seu ataque contra nós.

Esse princípio precisa ser entendido.

Porque quando se trata de satanás essa mesma figura cabe na maneira como eu e você temos que lidar com ele.

Em Gênesis uma das palavras que Deus traz como sentença sobre a serpente lá no Éden e Apocalipse 2 se refere ao diabo e a satanás como sendo essa antiga serpente. Deus diz: “você vai rastejar todos os dias da sua vida e vai comer pó.”

Quando Deus fala sobre comer pó, ele não está falando nem da serpente natural e nem tampouco da forma como ela literalmente se alimenta, porque elas não vivem de pó, elas precisam de outro tipo de alimento.

Mas, essa expressão porém é entendida quando nós entendemos que Deus formou o homem do pó da terra. e diz “tu és pó, do pó você veio, ao pó você vai voltar” e o princípio que eu entendo é que satanás, a antiga serpente, se fortalece da nossa carnalidade.

Quando damos vazão ao pecado, quando damos lugar ao que Paulo em Gálatas 5 chama das obras da carne, isso vai fortalecer o inimigo que está nos sitiando.

Portanto, quando falamos que resistir ao diabo está conectado com sujeitar-se a Deus, é porque não temos autoridade para oferecer resistência quando eu e você saímos da cobertura de proteção de Deus, que é a obediência à sua palavra e aos seus princípios.

Uma das primeiras coisas necessárias para poder se oferecer resistência ao diabo é começar sujeitando-se a Deus, à sua palavra, aos seus princípios.

E isso você precisa fazer tomando a decisão de não dar lugar à carne. De não permitir que ela e a sua inclinação ao pecado tenham lugar na usa vida.

Uma segunda coisa que a palavra de Deus diz ali em 2 Crônicas 32 que Ezequias fez, foi que ele decidiu restaurar os muros. Eu e você precisamos entender que Deus também tem proporcionado um muro mas que muitas vezes nós quebramos esse muro.

Nosso muro de proteção contra o Diabo

Em Jó, no capítulo 1, versículo 10, a palavra de Deus diz que o próprio satanás diz a respeito de Jó, falando diante de Deus: “você o cercou com uma sebe, com um muro, e o abençoou lá dentro do muro.” Em outras palavras, o diabo estava dizendo: “Jó tá abençoado e feliz e eu não posso tocá-lo porque há um muro de proteção.”

Deus providenciou um muro de proteção para mim e para você e esse muro de fora para dentro é intransponível, é inquebrável, o diabo não pode ultrapassá-lo. No entanto, a palavra de Deus diz no livro de Eclesiastes, no capítulo 10, verso 8: “quem romper o muro, uma cobra o morderá.”

Esse muro que Deus colocou de proteção pode ser inviolável de fora para dentro, mas de dentro para fora é frágil.

E quando nós quebramos princípios espirituais nós estamos, na nossa gíria de crente, que eu apelidei de “crentês” nós normalmente nos referimos a isso como “dar brecha”.

Quando rompemos o muro estamos dando brecha e uma cobra vai entrar, vai poder nos tocar porque o diabo trabalha em cima dessa legalidade. Restaurar os muros significa interromper essa legalidade, é um ato que se segue ao tapar as fontes.

No entanto, a Bíblia diz que Ezequias também levantou torres. Torres em cima dos muros e as torres tinham um único propósito, era para a vigilância. Os atalaias ficavam em cima delas e tinham a responsabilidade de observar na linha do horizonte porque estavam numa posição privilegiada se o inimigo estava se aproximando ou não. Eles tinham que antecipar os ataques do inimigo.

E nós precisamos entender que espiritualmente nós também precisamos erguer torres de vigilância.

Jesus fala sobre vigilância como algo importantíssimo. E nós precisamos entender que o próprio Deus conecta essa posição dos atalaias vigiando sobre os muros com a oração.

Em Isaías Deus diz: “sobre os teus muros, ó Jerusalém, eu pus atalaias que não se calarão nem de dia nem de noite até que vejam Jerusalém restabelecida como objeto de louvor na terra.”

Jesus diz: “vigiai e orai para que não entreis em tentação.” A gente não precisa esperar entrar na tentação para depois lutar contra ela. Quando na chamada “oração do Pai nosso”, Jesus diz que nós devemos orar “não nos deixes cair em tentação, livra-nos do mal”, a palavra “mal” ali é o maligno.

Agora, Jesus não disse para orarmos contra a tentação somente quando a gente não estiver aguentando mais. Ele diz que a vigilância nos permite sequer entrar em tentação. Aquelas áreas de vulnerabilidade da nossa vida devem ser policiadas, nós devemos estar em vigilância, nós devemos orar antes mesmo de qualquer problema surgir ou mesmo aparecer.

A quarta coisa que Ezequias fez: a bíblia diz que ele proveu armas e escudos em abundância. Ele preparou o povo com as armas.

Efésios nos declara que a nossa luta não é contra carne ou sangue, como era a luta que eles tinham que travar, mas contra principados, potestades nas regiões celestiais. E a Bíblia diz que nós devemos nos firmar no Senhor e devemos tomar toda a armadura de Deus.

A armadura de Deus é um conjunto de armas e na verdade diz respeito a um estilo de vida. A Bíblia fala sobre nos cingirmos da verdade, fala da couraça da justiça, fala do capacete da salvação, de calçar os pés com a preparação do evangelho da paz, fala de embraçarmos o escudo da fé, com o qual podemos apagar os dardos inflamados do maligno, mas também fala a respeito da espada do Espírito que é a palavra de Deus.

Todas as outras armas são de defesa andar na verdade, preservar a justiça de Deus, levantar a fé, tudo isso nos protege, o capacete da salvação, guardando nossa mente e os nossos pensamentos, mas a única arma de ataque que temos é a palavra de Deus.

Assim como Jesus enfrenta a satanás no deserto, Mateus 4, Lucas 4 nos mostram isso, usando a palavra eu e você também precisamos ir para cima do inimigo usando a palavra.

A oração não é a arma, oração é a guerra. Depois de nos aconselhar a tomar toda a armadura, a Bíblia diz: “Orando sempre, em todo o tempo no espírito.” Mas antes de arrematar com a idéia de que a oração é a guerra, a quinta e última coisa que Ezequias faz é falar ao coração do povo dizer: “Olha, com aquele homem, Senaqueribe, está o braço de carne, conosco está o Senhor nosso Deus, aquele que está conosco é maior que aquele que está com eles.” E ele fortalece a fé do povo.

Eu e você precisamos fortalecer a nossa fé em Deus porque o apóstolo Pedro escreveu e disse: “o diabo, vosso adversário anda em vosso derredor, bramando como um leão buscando a quem possa tragar.” Mas em 1 Pedro ele diz: “resisti-lhe firmes na fé.”

É através da fé, fé em Deus, na sua palavra, no seu cuidado, no seu compromisso conosco, que nós vamos permanecer firmes diante de todo o ataque.

E a Bíblia diz que Ezequias juntamente com o profeta Isaías foi orar ao Senhor. Deus mandou um anjo que fez um “strike” naquele exército do inimigo, trouxe uma grande vitória e um grande livramento, porque orando é que nós travamos a verdadeira guerra.

Eu quero te encorajar a se colocar num lugar de sujeição a Deus, policiando essas áreas da sua vida, oferecer resistência ao inimigo usando não apenas a sua fé, mas todas as suas armas e recursos através da oração, e você, como Tiago disse, vai ver o inimigo fugir de você porque o plano e o propósito de Deus é que você caminhe em vitória.

Que Ele te fortaleça. Que Ele te sustente em nome de Jesus.